Poucas datas estarão tão profundamente gravadas na memória coletiva dos portugueses como a do Terramoto de 1755. Talvez pela dimensão da própria catástrofe, considerada por muitos historiadores um dos mais devastadores sismos da Europa, agravado por um maremoto e por incêndios que rapidamente se propagaram pela cidade. Talvez porque ocorreu num momento de transição entre uma visão do mundo marcada pela religiosidade e pela interpretação dos acontecimentos como castigos divinos, e o emergir de uma nova racionalidade científica que procurava compreender os fenómenos naturais através da observação e da análise.
Talvez porque os seus efeitos ultrapassaram largamente as fronteiras do país, despertando, numa época de comunicações lentas, o interesse e a inquietação de toda a Europa. Talvez ainda porque marcou o início da reconstrução e modernização de Lisboa, associada à ação reformadora do Marquês de Pombal e à afirmação do chamado despotismo esclarecido. Ou, simplesmente, porque a violência do acontecimento deixou uma marca indelével na nossa História e na nossa identidade coletiva.
Cumprindo a sua importante missão de preservar e divulgar a memória da cidade, o Arquivo Municipal de Lisboa, através de uma técnica do seu Serviço Educativo, voltou a trazer até nós este episódio marcante do passado. Os alunos do 6.ano tiveram a oportunidade de conhecer melhor os acontecimentos de 1755, participar ativamente nas atividades propostas e dar asas à criatividade, transformando conhecimento histórico em novas aprendizagens.


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