Páginas / Newsletter

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

O Arquivo Municipal de Lisboa: a memória do Terramoto de 1755

     Poucas datas estarão tão profundamente gravadas na memória coletiva dos portugueses como a do Terramoto de 1755. Talvez pela dimensão da própria catástrofe, considerada por muitos historiadores um dos mais devastadores sismos da Europa, agravado por um maremoto e por incêndios que rapidamente se propagaram pela cidade. Talvez porque ocorreu num momento de transição entre uma visão do mundo marcada pela religiosidade e pela interpretação dos acontecimentos como castigos divinos, e o emergir de uma nova racionalidade científica que procurava compreender os fenómenos naturais através da observação e da análise.

 Talvez porque os seus efeitos ultrapassaram largamente as fronteiras do país, despertando, numa época de comunicações lentas, o interesse e a inquietação de toda a Europa. Talvez ainda porque marcou o início da reconstrução e modernização de Lisboa, associada à ação reformadora do Marquês de Pombal e à afirmação do chamado despotismo esclarecido. Ou, simplesmente, porque a violência do acontecimento deixou uma marca indelével na nossa História e na nossa identidade coletiva.

 Cumprindo a sua importante missão de preservar e divulgar a memória da cidade, o Arquivo Municipal de Lisboa, através de uma técnica do seu Serviço Educativo, voltou a trazer até nós este episódio marcante do passado. Os alunos do 6.ano tiveram a oportunidade de conhecer melhor os acontecimentos de 1755, participar ativamente nas atividades propostas e dar asas à criatividade, transformando conhecimento histórico em novas aprendizagens.


 

Dia Mundial da Alimentação 2026

 

         Para assinalar o Dia Mundial da Alimentação, por iniciativa do Projeto de Educação para a Saúde (PES) promoveu-se o já habitual pequeno-almoço saudável partilhado entre os alunos, como um momento privilegiado para envolver as famílias na reflexão sobre escolhas mais acertadas para a saúde dos seus filhos.
Seguiu-se um almoço partilhado entre professores, o mais saudável possível, pois os mais velhos também precisam de ser recordados, por vezes, de bons hábitos a adotar.

Temos finalmente a decorrer, na Biblioteca, várias exposições sobre o tema:

- duas pequenas exposições bibliográficas, uma delas informativa e a outra, que intitulámos “À mesa com livros”, que convida  a comunidade educativa a descobrir obras onde a alimentação assume diferentes significados: fonte de prazer, tradição e convívio, mas também tema de reflexão sobre a fome, a pobreza e as desigualdades. 


 - acolhemos ainda trabalhos desenvolvidos nas disciplinas de Ciências Naturais e Educação Visual, Com estas iniciativas, às quais nos associamos ou que promovemos, procuramos promover hábitos de vida saudáveis e recordar que a alimentação é um direito fundamental e um elemento essencial para a qualidade de vida de todos.


E continuamos

 Celebrou-se no dia 26 de outubro o Dia da Biblioteca Escolar, dentro da celebração mais extensa que é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares. Para além de continuarmos com as atividades previstas no âmbito do MIBE, celebrámos também acolhendo outras atividades:

De manhã, as turmas dos 5.ano  participaram na atividade “RECICLAR É NA BOA“, dinamizado pela Sociedade Ponto Verde. Numa primeira fase foi dedicado à formação sobre a importância da reciclagem e, posteriormente, houve uma parte interativa com jogos e perguntas, para avaliar o que os alunos assimilaram.
 Algumas das temáticas abordadas:
-O que é a Sociedade Ponto Verde
-Sustentabilidade
-Ciclo de vida das embalagens
-Vantagens da reciclagem
-Regras de separação/Boas práticas
No final, cada aluno recebeu como presente um saco que incluía um caderno reciclado, um lápis infinito, uma borracha e um jogo da memória.

Reciclar é mesmo na boa! 

                                                                                                       Professora Susana Moreira

 


 De tarde, o Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), em parceria com a equipa da PSP – Escola Segura, dinamizou, na Biblioteca Escolar Elvira Salgueiro, da Escola Damião de Góis, uma ação de sensibilização sobre o bullying, dirigida aos alunos das turmas do 7.ano.
Esta iniciativa, integrada no Programa de Treino de Competências Pessoais e Sociais, teve como principal objetivo sensibilizar os alunos para a problemática do bullying, promovendo a reflexão sobre os seus impactos, a importância do respeito mútuo, da empatia e da convivência saudável em contexto escolar.Através desta ação, procurou-se também reforçar a importância da prevenção, da identificação de comportamentos de intimidação e da adoção de atitudes responsáveis, incentivando os alunos a contribuir para um ambiente escolar mais seguro, inclusivo e respeitador.
Educar para o respeito é prevenir o bullying e construir uma escola onde todos contam!

                                                                                        Ana Lageira, Coordenadora do GAAF


 


 

 

domingo, 18 de outubro de 2026

Demos início às atividades do MIBE 2026!

      

    Para quem não se recorda, o MIBE (Mês Internacional das Bibliotecas Escolares) é uma celebração que destaca e dá visibilidade ao importante trabalho desenvolvido pelas bibliotecas escolares em todo o mundo. 

    Todos os anos, a Associação Internacional de Bibliotecas Escolares (IASL) propõe um tema orientador que serve de ponto de partida para múltiplos desafios, projetos e atividades de promoção da leitura. O lema de 2026, «Bibliotecas, Literacia e Inteligência Artificial», desdobra-se em vários subtemas que convidam alunos e professores a explorar o prazer de ler, a desenvolver competências de literacia e a refletir sobre o papel da inteligência artificial numa sociedade cada vez mais tecnológica, sem perder de vista o valor da criatividade, da imaginação e das relações humanas. 

    As atividades tiveram início na semana de 12 a 16 de outubro e irão prosseguir ao longo das próximas semanas, com leituras e propostas dirigidas a todas as turmas, desde o Pré-escolar ao 9.º ano. Deixamos aqui algumas das primeiras evidências deste trabalho e iremos partilhando novidades regularmente. Acompanhem-nos!

 

 



sábado, 17 de outubro de 2026

O que temos feito num primeiro mês de atividades

     Recebidos os professores e reorganizada a equipa da Biblioteca Escolar, dedicámos as primeiras semanas do ano letivo à preparação do espaço e à definição das atividades para os meses de setembro e outubro. Disponibilizámos sugestões de leitura, acolhemos docentes e turmas em atividades curriculares, apoiámos o trabalho individual de professores e alunos e promovemos a leitura, a aprendizagem e o lazer.
    Merece igualmente destaque a atenção dada aos colegas que desenvolvem trabalho no Centro de Apoio à Aprendizagem, procurando garantir-lhes os recursos, os espaços e o apoio necessários ao desenvolvimento das suas atividades.
     Sendo esta a vertente mais visível do trabalho realizado numa biblioteca escolar, desenvolvemos também um conjunto de ações menos percetíveis para a comunidade educativa, mas fundamentais para o bom funcionamento deste serviço. Entre outras tarefas, cumprimos as obrigações decorrentes da integração na Rede de Bibliotecas Escolares, preparámos e submetemos candidaturas a projetos que poderão constituir uma mais-valia para a nossa comunidade, participámos em ações de formação contínua e planeámos atividades e iniciativas a desenvolver ao longo do ano letivo.
    Desta forma, a Biblioteca Escolar afirma-se não apenas como um espaço de leitura e de apoio ao estudo, mas também como um centro de recursos, inovação e aprendizagem, ao serviço de toda a comunidade educativa.

 



sábado, 10 de outubro de 2026

Dia Nacional da Água

    Para além do Dia Mundial da Água, assinalado anualmente a 22 de março, existe também o Dia Nacional da Água, uma efeméride exclusivamente portuguesa criada em 1983. A sua celebração, a 1 de outubro, coincide com o início do ano hidrológico.

    Em Portugal, tal como na maioria dos países do Hemisfério Norte, o ano hidrológico decorre entre 1 de outubro e 30 de setembro do ano seguinte. Esta divisão tem por base o comportamento natural do ciclo da água. Outubro marca normalmente a transição para a estação mais chuvosa, período em que a precipitação começa a reabastecer rios, albufeiras e aquíferos. No final de setembro, após os meses de verão, as reservas de água atingem habitualmente os níveis mais baixos. O conceito de ano hidrológico é fundamental para cientistas, meteorologistas e gestores dos recursos hídricos, permitindo avaliar com maior precisão se um determinado período foi mais seco ou mais chuvoso do que o habitual e planear a gestão da água para os meses seguintes.

    Em Portugal, a entidade responsável pela gestão dos recursos hídricos é a Agência Portuguesa do Ambiente (APA, I.P.), que coordena a sua atuação através das Administrações de Região Hidrográfica (ARH) do Norte, Centro, Tejo e Oeste, Alentejo e Algarve. Entre as suas principais funções encontram-se o planeamento e a gestão dos recursos hídricos, o licenciamento de utilizações e a prevenção e monitorização de situações de risco. O setor da água integra ainda outras entidades com funções complementares. A ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) que regula e fiscaliza os serviços de abastecimento de água e saneamento, garantindo a qualidade da água distribuída aos consumidores e supervisionando as tarifas praticadas. Por sua vez, o Grupo Águas de Portugal  assegura, em grande escala, a captação, tratamento e transporte de água para os municípios. A nível local, a distribuição e gestão do abastecimento são asseguradas pelas câmaras municipais ou pelos serviços municipalizados.

    Como foi o ano hidrológico de 2026? Para além dos dados disponibilizados pela APA, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) publica regularmente boletins climatológicos que analisam indicadores como a precipitação e a temperatura. A análise do ano hidrológico que terminou a 30 de setembro de 2026 revela que Portugal continental registou uma precipitação significativamente acima da média, correspondendo a cerca de 140% do valor normal. Esta situação originou episódios de cheia durante os meses de janeiro e fevereiro. Contudo, durante o verão, a seca meteorológica voltou a fazer-se sentir em algumas regiões do Sul do país, particularmente no Algarve e em partes do Alentejo.Por outro lado, e segundo o boletim climatológico do IPMA, agosto de 2026 foi um dos meses de agosto mais chuvosos desde o início dos registos sistemáticos. A precipitação observada contribuiu para aliviar a situação de seca em grande parte do território nacional. Ainda assim, algumas zonas do interior do Baixo Alentejo e do Sotavento Algarvio continuaram a registar condições preocupantes, verificando-se aí um agravamento da seca meteorológica.

    A água é um recurso indispensável à vida, à agricultura, à produção de energia e ao equilíbrio dos ecossistemas. A celebração do Dia Nacional da Água convida-nos a conhecer melhor o funcionamento do ciclo hidrológico e a refletir sobre a importância de uma gestão sustentável deste recurso cada vez mais vulnerável às alterações climáticas. Pequenos gestos do dia a dia, como evitar desperdícios e utilizar a água de forma responsável, podem contribuir para preservar um bem essencial que deve estar disponível para as gerações presentes e futuras. Neste início de novo ano hidrológico o desafio é simples: valorizemos cada gota, porque proteger a água é proteger o nosso futuro.

 

 Fontes: 

https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jspy=2026&f=boletim_climatologico_agosto_2026.html 

https://apambiente.pt/search/node?keys=dia+nacional+da+%C3%A1gua+2026 

https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/133-2026-1138160260 

https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/7821-2024-872108077 

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Todos os dias são dias de sustentabilidade na nossa Biblioteca

    Assinalou-se, no dia 25 de setembro o “Dia Nacional da Sustentabilidade”. A data foi escolhida em Portugal, por coincidir com a data da adoção, pelas Nações Unidas, dos  Objetivos do Desenvolvimentos Sustentável (ODS) e as iniciativas a ela associada pretendem sensibilizar  para a prossecução dos ODS de forma  inclusiva e participativa, e, acrescentamos nós quotidiana.   O que podemos fazer no dia-a-dia para que a nossa Biblioteca seja um espaço que não apenas promove os valores da sustentabilidade, mas também os pratica? 
  Esta questão torna-se ainda mais desafiante quando a nossa Biblioteca está inserida numa escola com muitos anos, construída numa época em que as preocupações ambientais estavam ausentes dos cadernos de encargos de decisores e construtores. Conscientes dessas barreiras, procuramos desenvolver uma prática sustentável em todas as dimensões da nossa existência.
1 – Espaço, recursos e equipamentos: as palavras-chave são: poupar, reutilizar e conservar. A nossa biblioteca foi uma das primeiras a integrar a Rede de Bibliotecas Escolares (1997), o que significa que o mobiliário, os estores e alguns equipamentos têm 28 anos; o parque informático, mais  de 20. Por isso, cuidamos muito bem do nosso recheio e transmitimos essa mensagem aos utilizadores. Reutilizamos todos os materiais possíveis e evitamos os de uso único. Limitamos impressões, ponderamos as impressões a cores e usamos primeiro os materiais disponíveis antes de requisitar mais. Para cada atividade, estudamos a melhor forma de a realizar: digital? Impressa? Escrita e ilustrada à mão? Usando ardósia ou quadro branco? Promovemos a separação e recolha seletiva: temos um “canetão”, um “pilhão”, colocamos papel no saco azul e embalagens no amarelo. Usamos garrafas e copos de vidro para água da torneira, recuperamos móveis, aceitamos doações e aproveitamos trabalhos de alunos e livros fora da coleção para decoração. Banimos balões, papel prateado e só plastificamos o estritamente necessário. A gestão da coleção também segue estes princípios. Mas atenção: não somos forretas nem elitistas. A biblioteca é um espaço generoso, inclusivo e sempre aberto a todas as atividades — apenas procuramos fazê-lo com consciência e responsabilidade.
2- As Atividades. Algumas articulam-se diretamente com questões de sustentabilidade, por vezes mesmo com algum dos ODS e tentamos deixar isso claro para os nossos utilizadores. Nas atividades desenvolvidas, seja na dinamização de efemérides, na organização de exposições bibliográficas, na promoção de atividades de leitura ou no acompanhamento de trabalhos de pesquisa, encontramos sempre uma forma de transmitir uma mensagem que incentive a reflexão sobre estas questões. Acreditamos que cada oportunidade pode ser um momento para sensibilizar e educar.
3 – A Comunicação: utilizamos as nossas redes sociais para divulgar as atividades realizadas e, sempre que o tema se justifica, sugerimos leituras ou recursos complementares que aprofundem a reflexão. Paralelamente, temos vindo a construir suportes que funcionam como repositórios de informação, disponibilizados à comunidade escolar para consulta ou apoio na realização de trabalhos. Estes recursos são pensados para facilitar o acesso a conteúdos relevantes e promover uma aprendizagem mais autónoma e informada.
Deixamos aqui um pequeno testemunho da nossa prática, que apresentámos no Festival de Luz em Marvila em maio de 2026 (e cujo tema, era como não pode deixar de ser "Sustentabilidade". 

 


 

 Se quiserem consultarttps://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/56-2023-214175755)

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Bom ano letivo de 2026-2027

 Depois de um longo silêncio, e com um novo ano escolar à porta, contamos regressar em força, aqui pela nossa Biblioteca Escolar, agora Biblioteca Escolar professora Elvira Salgueiro.

Melhores votos de um  excelente ano letivo.


A equipa da BE

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Maratona de Cartas

 Todos os anos a Amnistia Internacional lança uma campanha de angariação de assinaturas que chama a atenção para a situação  de diversas pessoas / comunidades, cujos diretos humanos foram ou estão a ser ameaçados. Sendo dirigida a todos que nela queiram participar, a campanha pode também ser levada a cabo com a colaboração das escolas. A cada escola participante é atribuído um código que a identifica.
Gostaríamos de apelar ao vosso envolvimento nesta campanha de cidadania ativa, e, se o entenderem, registar o código da nossa escola: 1950-057 

Para ficarem a saber
mais sobre esta iniciativa da Amnistia Internacional: 

https://www.amnistia.pt/maratona/#materiais