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quinta-feira, 16 de maio de 2024

Dia Internacional dos Museus e noite europeia dos Museus 2024

     Celebra-se anualmente, desde 1977,  a 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus. 
    Em 2024, o tema da celebração é “Museus para a Educação e a Investigação”, o que remete para o papel dos museus na  aprendizagem, no avanço científico e na literacia patrimonial. Não podíamos estar mais de acordo!    
   Neste ano
a  " Noite Europeia dos Museus", criada em 2005 pelo Ministério da Cultura de França coincide com o Dia Internacional dos Museus, o que dá lugar a uma programação de peso.
    Verifique aqui e passe um fim de semana inesquecível. 




domingo, 12 de maio de 2024

Peixes em águas de azulejos

     Este título tão poético refere-se ao 3º Concurso de desenho do 2º Ciclo! A Biblioteca Escolar tem sido o espaço escolhido para a sua realização, o que muito nos honra... porque adoramos ver os nossos alunos tão empenhados, porque admiramos o trabalho das nossas colegas, porque o dia escolhido para a sua realização é sempre o dia da árvore e da poesia (21 de março, portanto), datas fundamentais para a nossa BE ... e porque o resultado final é sempre extraordinário.
    Da primeira fase não vos demos explicitamente notícia porque se realizou (como já é habitual também) durante a Quinzena da Leitura, da qual  não conseguimos, neste ano, divulgar nada a tempo. 
    Para nos redimirmos aqui vai a reportagem fotográfica de todo o processo. Parabéns a todos os participantes. 







Nova visita de estudo ao Museu Nacional de Arte Antiga

     Depois do 8ºB, foi a vez do 8ºA ir em visita de estudo ao Museu Nacional de Arte Antiga. Sendo a visita no âmbito da disciplina de História (no presente ano letivo em regime semestral), teve os mesmos objetivos: aprofundar conhecimentos sobre a Expansão Portuguesa, o Renascimento e o Humanismo e renovação da consciência religiosa; reconhecer a importância dos Museus, Monumentos e artefactos como fontes para a construção do conhecimento histórico; desenvolver competências de trabalho de campo e de produção de relatório no âmbito da disciplina; desenvolver espírito crítico e criatividade e a adequar comportamentos num espaço exterior à escola e trabalhar em equipa.
    Implicou também a realização do mesmo roteiro, que podem ver aqui,
organizado em quatro grandes núcleos: "Contributo da expansão portuguesa para o Renascimento"; "A caminho do Renascimento: ourivesaria e pintura portuguesas"; "A caminho do Renascimento: pintura europeia" e "Humanismo e renovação da consciência religiosa". Para cada um destes "núcleos" foram selecionadas peças que os alunos tiveram de analisar seguindo as pistas fornecidas.
    Tal como em janeiro (a visita de que vos falamos agora foi a 30 de abril) os "Painéis de São Vicente de Fora" continuam a ser restaurados, numa campanha que se prevê estar concluída em final de 2024. Os técnicos trabalham num compartimento envidraçado que nos permite perceber uma parte do trabalho que realizam e continuarmos a analisar a obra, que é uma das incontornáveis quando se trata de falar da sociedade portuguesa do início do séc. XV. Através do roteiro chamamos a atenção dos alunos para a representação dos diferentes grupos sociais que podemos distinguir, mas também para a genialidade do artista (presumivelmente Mestre Nuno Gonçalves) que conseguiu realizar um retrato coletivo com traços de realismo e com recurso a uma composição que revelam já o seu conhecimento de novas formas de representar, a caminho do Renascimento.
    Foram perto de 3 horas de trabalho intenso.
Para além do trabalho desenvolvido devemos salientar a forma como os alunos participantes souberam estar e adequar atitudes e comportamentos aos diferentes espaços por onde circulámos, a cooperação entre todos,  a integração dos alunos estrangeiros da turma e o convívio durante o almoço e as deslocações. 

Trabalho com as peças.

Momento de descanso na passagem para o 1º piso (pintura estrangeira)

A última obra do percurso: o fantástico "tentações de Santo Antão", de Bosch.

Trabalho finalizado...

Prontos para regressar depois do almoço partilhado.





 Dê uma vista de olhos à nossa visita virtual.

terça-feira, 30 de abril de 2024

"Conversas sobre Liberdade, conversas em Liberdade"... mais uma

    Na segunda dia 29 de abril recebemos o nosso colega  Pedro Abreu, para mais uma "Conversa sobre Liberdade, Conversa em Liberdade". O tema escolhido foi a "Guerra Colonial", decorrida entre 1961 e 1974, vista por quem é simultaneamente professor de História e filho de um ex-combatente. 

    O professor Pedro Abreu começou por fazer uma contextualização do conflito, analisando as condições políticas que o sustentaram durante 13 anos, explicitando conceitos, fornecendo informações significativas, traçando uma cronologia dos acontecimentos principais e problematizando a forma como o prolongamento da guerra acabou por levar ao Golpe de Estado que derrubaria o regime a 25 de abril de 1974. Foi, neste processo, interpelando os alunos para refletirem sobre o impacto social e humano da guerra, ontem como hoje, assim como sobre o significado do domínio de uns povos sobre outros, a ausência de liberdade individual e a importância do direito à  autodeterminação de todos os povos. Foi-se construindo, em conjunto, um cenário, uma representação mental de um Portugal dominado por um regime político que, ao insistir num colonialismo velho de séculos, impõe ao país todos os sacrifícios inerentes à manutenção de uma guerra. Depois surge o exemplo de um jovem alferes de 23 anos, que partiu de Lisboa no Paquete "Uige" no dia 27 de abril de 1965, para uma comissão de 3 anos na Guiné. E aqui a História cruza-se com a memória, individual e coletiva.  Individual, porque se trata do Pedro Abreu, que olha para a experiência vivida pelo pai, que recorda as histórias ouvidas ao longo da vida, que faz um esforço para entender o impacto dum acontecimento desta natureza na vida de um jovem: o receio de ter de seguir para o teatro de operações, a necessidade de adiar projetos de vida como estudos, namoro, casamento,  família; o dilema entre "servir a pátria" e ser treinado para matar. Memória coletiva também, visto que a situação se repetiu praticamente com cada família portuguesa da época. 

Gostaríamos de dizer, em conclusão, que assistimos a uma excelente aula de História cumprindo grande parte das aprendizagens essenciais do 9º ano para esta disciplina,  relativas ao tema "Portugal: do autoritarismo à democracia", ao mesmo tempo que  interpelação e o questionamento constantes aos alunos, incentivaram a participação ativa destes, a reflexão e o debate.

Queremos finalmente  agradecer a generosidade do nosso colega por ter disponibilizado imensas fotografias do seu arquivo pessoal para exposição de reproduções na Biblioteca.




domingo, 28 de abril de 2024

Em abril... assinalar com um militar de Abril

     O nosso colega Pedro Cardoso, trouxe-nos para mais uma "Conversa sobre liberdade, conversa em Liberdade", um militar de abril bem conhecido: o major (atualmente coronel) Mário Tomé.
    Mário António Baptista Tomé, nascido em Estremoz, em 1940, (portanto hoje com 84 anos), frequentou a Academia Militar onde entrou em 1957 e participou na Guerra Colonial Portuguesa, tanto na Guiné como em Moçambique, entre 1963 e 1974, num total de quatro comissões. Tornou-se uma figura importante no Movimento dos Capitães, que concretizou o golpe de estado de 25 de abril de 1974. Após a revolução, Mário Tomé ocupou vários cargos políticos de destaque, nomeadamente como Secretário-geral do partido União Democrática Popular (UDP) entre 1987 e 1995, chegando a ser Deputado à Assembleia da República entre 1979 e 1983 e entre 1991 e 1995, por esse partido. Para além deste ativo papel político, Mário Tomé, tem-se mantido ao longo dos anos como uma figura conhecida e reconhecida pelas suas posições críticas e pela defesa da democracia e da justiça social.
    E foi esta a conversa que Mário Tomé nos trouxe, primeiro para duas turmas de 7º e uma turma de 8º, um público mais difícil e desatento, e depois para uma turma de 9º ano, mais reflexiva. Soube adaptar o seu discurso aos alunos concretos à sua frente, fornecendo algumas informações sobre os acontecimentos do 25 de abril de 1974, as condições decorrentes do colonialismo e da ditadura, mas sobretudo reforçando a ideia de que, ontem como hoje "sem paz não há liberdade".
    Envolveu todos no seu discurso, referindo que "temos de pensar o que temos de fazer para haver paz e liberdade, que estão muito ligadas", ou ainda "A importância da nossa conversa é vocês serem informados e tentarem informar-se do que é que foi a ditadura, o colonialismo" (...) "Têm de entender o que é adequado aos vosso interesses, o que querem para o vosso futuro" (...) "e saber o que se passou, entender aquilo que nunca mais pode voltar.. que há aí muita gente a querer voltar atrás". Depois deu a palavra aos alunos, insistindo para que colocassem as questões que quisessem. E surgiram de facto várias questões: "O que fez no 25 de abril?"; "As escolas, as regras da escola, eram muito diferentes de hoje em dia?"; "Falava-se de sexualidade nessa altura?; "O que acontecia se encontrassem um casal de gays ou um casal de lésbicas nessa altura?"; "O que era a PIDE?"; "O que foi o Estado Novo?". Mário Tomé não se escusou a nenhuma questão, valorizando todas elas como reflexo das preocupações dos nossos alunos, reforçando sendo a importância da preservação da liberdade, da justiça social, da igualdade de todos.  Esclareceu alguns conceitos como Estado Novo, por exemplo. Chamou a atenção para o facto de, sendo essa a designação criada por Salazar para o regime político que criara, parecendo evocar inovação, foi, na realidade, uma ditadura de cariz fascista e é como tal que o devemos referir.
   


Para uma biografia mais completa de Mário Tomé:

https://www.cd25a.uc.pt/pt/page/1899

https://www.esquerda.net/artigo/mario-tome-o-grande-resistente/65537 

Em abril... assinalar abril com o Arquivo Municipal de Lisboa.

     Começámos bastante cedo com algumas atividades (nomeadamente as aqui já divulgadas "Conversas sobre Liberdade, conversas em Liberdade) para ir assinalando os 50 anos do 25 de abril 1974, mas claro a proximidade deste tão importante aniversário aumentou e diversificou essas atividades. Sempre pressionados pela falta de tempo e pelo excesso de tarefas só agora vos damos conta.
    As nossas queridas técnicas do Serviço Educativo, trouxeram mais uma sessão, desta vez, claro, sobre o 25 de abril de 1974. Para os 9ºs anos (dia 18) e para os 6ºs (dia 23). Primeiro a apresentação dos acontecimentos que, projetados pelos capitães insurretos  e iniciados a 24 de abril de 1974 iriam desembocar numa Revolução. Abril hora a hora, ilustrado por documentos escritos, sonoros, fotográficos. De seguida a proposta de refazer alguns dos cartazes realizados ao longo dos anos para assinalar a Revolução. Foi distribuída a cada aluno a reprodução de um dos cartazes assim como uma folha de papel químico e uma folha branca. O resultado final é sempre uma surpresa! Ficou decidido que os alunos terminariam a recriação do seu cartaz para realizarmos uma exposição conjunta. Para além desta atividade as técnicas também nos deixaram uma brochura criada para esta ocasião especial de 50 anos do 25 de abril de 1974.






sexta-feira, 26 de abril de 2024

"Conversas em Liberdade, conversas sobre Liberdade"

     No dia 4 de março recebemos Cristina Roldão para dar continuidade às nossas "Conversas em liberdade, conversas sobre liberdade", com as quais pretendemos assinalar os 50 anos de liberdade no nosso país. Cristina Roldão é socióloga, professora convidada da Escola Superior de Educação de Setúbal e investigadora, também conhecida (e reconhecida) pelo seu trabalho de ativismo antirracista e feminista. 

    Sob o lema muito genérico de "vamos falar de racismo" pedimos à nossa convidada que nos interpelasse para as questões mais subtis do racismo, aquele que persiste na linguagem, que se traduz em lacunas no currículo, que explica a existência massiva ou a inexistência de alunos afro-descendestes em algumas escolas, aquele que perdura nas "anedotas", nas piadas, nas observações condescendentes.

    Aos alunos presentes (inicialmente prevista para duas turmas de 8º ano, a atividade acabou por abarcar também o 7º B e o 9ºC) pedimos que recordassem tudo o que já tinha sido abordado sobre este tema, nomeadamente nos trabalhos interdisciplinares realizados em Domínio de Autonomia Curricular em torno do tema "Diferentes mas unidos" e sobretudo, claro, as suas experiências, as suas vivências.

    Partindo de um questionamento sistemático, a professora Cristina Roldão partilhou  ideias, levantou-nos dúvidas, levando-nos a encarar o racismo como um fenómeno muito complexo, com múltiplos níveis (racismo individual, institucional, estrutural, racismo incorporado), bem presente em diferentes âmbitos da nossa sociedade. 

    Para além desta pequena notícia estamos a preparar uma brochura, que possa dar conta de forma mais completa do debate de ideias que a professora Cristina Roldão trouxe generosamente até nós. Até lá para ficar a saber mais:

https://ciencia.iscte-iul.pt/authors/cristina-maria-pinto-roldao/cv 

https://www.youtube.com/watch?v=0AOvAdY11Yg 

https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=teste+da+boneca+preta#fpstate=ive&vld=cid:d62af87b,vid:CdoqqmNB9JE,st:0 

 


domingo, 17 de março de 2024

Para afastar a saudade, nada melhor do que uma leitura partilhada

     Já comentámos como tem sido difícil manter uma colaboração regular com as Bibliotecas Escolares do 1º Ciclo que estão debaixo da nossa responsabilidade... Tínhamos muitas saudades dos alunos dos 4º anos, que tínhamos conseguido acompanhar de mais perto no ano letivo de 2021-22. E nada melhor para selar o nosso  reencontro do que uma leitura muito divertida e cheia de imaginação ( e de referências a muitas outras histórias como o Capuchinho Vermelho ou Hansel e Gretel). 

Estamos a falar de "Cheguei Atrasado à Escola Porque…" de  Benjamin Chaud e Davide Calì, que relata as peripécias de um aluno desejoso de chegar a horas à escola... ou será melhor dizer uma lista das melhores desculpas de sempre para o atraso? Senão, vejamos: primeiro, umas formigas gigantes roubam o pequeno-almoço, depois, aparecem ninjas ferozes, umas bailarinas assustadoras, um gorila colossal  confunde o autocarro com uma banana e o nosso herói é raptado por uma misteriosa tribo de toupeiras... e isto só para começar!

A leitura foi acompanhada de muitos risos e interjeições e finalizámos com a nossa própria lista de desculpa, perdão, razões muito válidas para se chegar atrasado:

"Quando acordei estava no mundo dos doces e não consegui para de comer!"
"Os meus gatos comeram os meus TPC`s e tive de voltar a fazê-los"
"Quando cheguei à escola toquei a campainha e isso transportou-me para o mundo da energia e só consegui regressar quando houve um corte de eletricidade".
"A minha avô pôs-os meus trabalhos de casa no reciclado, pois pensava que eram rascunhos e não conseguia encontrá-los"
"Perdi-me no caminho"
"O meu hamster bateu-me e tive de ir às urgências"
"Roubaram a minha mochila com tudo o que precisava e tive de ir comprar o material todo novamente"


    


Continuamos com as leituras nos Lóios!

     A turma de primeiro ano da professora Susana e "Um abraço". Esta história enternecedora é já um clássico, bem conhecido dos alunos. É uma história dupla: quer o ouriço, quer a tartaruga estão profundamente tristes pois não encontram quem os queira abraçar. A D. Coruja, como sempre, sábia, profetiza que, em breve encontrarão alguém para abraçar. E, de facto, inesperadamente, os dois encontram-se, bem no meio do livro... para um grande, grande abraço.

    Como muitos dos meninos já conheciam o livro, fizemos um misto de leitura e reconto, reinterpretações através do desenho... à mistura com muitos abraços.


Concurso(s) de escrita criativa do 2º Ciclo

     No dia 29 de fevereiro decorreram  na Biblioteca Escolar os Concursos de Escrita Criativa de Português e de Inglês do 2º Ciclo, sob a vigilância da professora Ana Sofia Meixedo.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Leitura no 1º Ciclo

    Tem sido bem difícil dar apoio às Bibliotecas do 1º Ciclo da Luiza Neto Jorge e dos Lóios: falta de tempo e de recursos humanos, meramente, porque a vontade é muita.
    Nada pode agradar mais a um professor bibliotecário do que o gosto que os mais jovens (do Jardim de Infância ao 4º ano) demonstram pela leitura, pelo reconto, pela exploração de ideias...
   Regressando aos Lóios depois de uma longa ausência, e ainda tendo como lema os Afetos, levámos o livro "A Sara tem um grande coração", a história de uma menina, com um coração tão grande, que lhe causa por vezes alguns embaraços, até descobrir que o pode prender ao de um rapaz com um coração tão leve "que se deixa levar" facilmente.

   Para além da leitura (partilhada entre Professora Bibliotecária e vários meninos do 2º ano), debatemos ideias e os meninos realizaram um interpretação muito pessoal, e colorida, do que lhes ia no coração.



... e ainda reservamos um tempo para a requisição de livros, que pode ser, ao mesmo tempo uma recomendação de leitores.

   Para garantir que não estamos muito tempo sem voltar, já marcamos uma próxima atividade.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Visita de estudo ao Museu Nacional de Arte Antiga

     No dia 18 de janeiro a turma do 8ºB realizou uma visita de estudo ao Museu Nacional de Arte Antiga, no âmbito da disciplina de História e com a colaboração da Biblioteca Escolar. A visita incluía, da parte da tarde, o Mosteiro dos Jerónimos, mas a previsão de chuva forte para depois das 14h00, levou-nos a reconsiderar e regressar à escola depois do almoço.

    Assim aproveitamos ao máximo o que o Museu tem para nos oferecer e os  alunos deram o seu melhor  na realização do roteiro da visita, que os levou de peça em peça, a aprofundar conhecimentos sobre a Expansão Portuguesa, o Renascimento e o Humanismo e renovação da consciência religiosa.

Primeira peça a ser observada, primeiro desafio do nosso roteiro: uma vista de Lisboa no séc. XVII, através da qual podemos observar o dinamismo do porto, as inúmeras atividades que decorrem na cidade e a extensão da mesma. 

Circulámos por várias salas onde estão expostos objetos de vários pontos do mundo, trazidos pelos Portugueses nos sécs. XV, XVI, XVII e XVIII


Uma parte do roteiro propunha uma análise detalhada dos grandes biombos japoneses que representam o encontro entre Portugueses e Japoneses

 Uma das obras que integram o nosso roteiro (e também uma das mais conhecidas do Museu, e de grande importância para a história do nosso país), os "Painéis de São Vicente", está neste momento a ser objeto de restauro.  Tivemos assim a oportunidade de perceber como decorre o trabalho de restauro de uma obra deste tipo. Apesar do painel estar desmontado para facilidade do restauro e de não nos podermos aproximar, o nosso trabalho realizou-se sem problemas com recurso a uma plataforma multimédia que pudemos consultar livremente.

    Ainda observámos obras de ourivesaria e pintura portuguesas, que traçam o caminho entre o gótico / manuelino e o Renascimento, e finalmente, analisámos diversas obras de pintura europeia, para sistematizar os nossos conhecimentos sobre o Renascimento.

    Terminámos com o tema do Humanismo e das transformações religiosas que percorreram a Europa nos finais do século XV, através da observação do quadro "São Jerónimo de Albert Durer e das "Tentações de Santo Antão", de Jheronymus Bosch. Este último impressionou muito os alunos, que deixaram as suas impressões registadas no roteiro:
"O quadro parece mostrar o fim do mundo, o inferno, onde há um único ponto seguro, que é onde está a figura de Cristo". 
O quadro está cheio de escuridão, de tristeza, com batalhas, dor e sofrimento. mostra pessoas falsas e corrupção"; "...o ponto de abrigo é Cristo, e à volta, guerra."

Fonte: http://www.museudearteantiga.pt/colecoes/pintura-europeia/tentacoes-de-santo-antao



 Depois de tanto trabalho e emoções retemperamos forças no Jardim do Museu, até que as chuva nos fez regressar.



Felicitamos os alunos pelo trabalho realizado e pelo bom comportamento e agradecemos a colega Susana Serpa que nos acompanhou e apoiou.

Para quem quiser experimentar a versão digital da visita:

https://www.thinglink.com/scene/1411881722638761986 

Para quem quiser seguir o nosso roteiro:

https://www.calameo.com/read/0050540410edf98f4e2df 

 


    


terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

E continuamos a nossa colaboração com o Arquivo Municipal de Lisboa…

    


 E continuamos a nossa colaboração com o Arquivo Municipal de Lisboa, na pessoa das nossas queridas técnicas do Serviço de Educação.
    No presente ano letivo “esticámos a corda” e pedimos sessões sobre praticamente tudo o que há para pedir, ampliando os temas, mas também os níveis de ensino. Assim, no dia 6 de fevereiro houve sessões para o 3º e o 4º ano na escola Básica Luiza Neto Jorge, respetivamente sobre a Bandeira Municipal de Lisboa e sobre a Lisboa de D. Afonso Henriques. No dia 7, foi a vez dos 8ºs anos de assistiram a uma sessão sobre a Lisboa dos Descobrimentos, a mesma a que assistiram as turmas de 5ºs, no dia 8.
    Esta última atividade, orientada quer para os 4ºs, 5ºs ou 8ºs anos leva-nos à Lisboa de D. Manuel I, o Venturosos, em franco crescimento desde que se estabeleceu o comércio regular com a longínqua Índia. Começámos com  uma apresentação em que se evocam os caminhos da expansão portuguesa, decididos por D. João II, cujos frutos são, na prática, recolhidos por D. Manuel, e passámos depois para uma atividade prática, através da decifração da carta de foral outorgada por D. Manuel I à cidade de Lisboa. 

    Uma imagem do documento é projetada e progressivamente,  por questionamento e resposta os alunos são levados a constatar que a língua em que o documento está escrito, sendo o Português (e não o latim como alguns começam por sugerir, face à caligrafia) apresenta diferenças significativas com o Português atual. É fornecida uma chave para interpretação de letras e sons, e desafia-se cada aluno a fazer a transcrição do texto.

Cada aluno recebe uma réplica da página inicial do documento e um um suporte para fazer a transcrição.

Foi gratificante observar o empenho dos alunos na realização das atividade e manifestarem o seu agrado!

Para quem quiser consultar a programação do Arquivo:

https://arquivomunicipal.lisboa.pt/atividades-e-difusao/escolas 

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Lisboa no tempo de D. Afonso Henriques

     As técnicas do Serviço Educativo do Arquivo Municipal de Lisboa regressaram à nossa Biblioteca, desta vez para nos falar de Lisboa no tempo de D. Afonso Henrique, primeiro para os alunos de 5º ano (no dia 18 de janeiro) e depois para os alunos de 7º, no dia 24 de janeiro.

     Adequando o seu discurso à faixa etária dos alunos presentes, as técnicas ajudam a construir uma imagem da Lisboa medieval, no momento em que o cerco de  D. Afonso Henriques vence a resistência da população muçulmana. Outro ponto forte da sua apresentação é a explicação e análise da carta de foral dada à cidade de Lisboa em 1179. Toda a informação passada aos alunos é articulada a partir de documentação preservada no Arquivo. 



 

Para ficar a saber mais:

https://arquivomunicipal.lisboa.pt/fontes-de-informacao/estudos-e-publicacoes/foral-afonsino

Já passou um mês sobre o inicio do 2º período!!!

     Cumprida a interrupção letiva regressámos com muita energia para mais um período de muitas atividades e apoio à nossa comunidade. E como sempre, as atividades e até a simples rotina do atendimento são tão intensas que nos sobra bem pouco tempo para dar conta do que se vai realizando. 

    Vamos então fazer um balanço do que foi acontecendo:

- finalização da Feira do Livro, com todas as tarefas de confirmação dos livros e arrumação dos mesmos para devolução. Mais uma vez contamos com ajudas variadas e preciosas. 

- apoio ao currículo e ao trabalho individual de alunos e professores:

 
- atendimento a todos os que nos procuram, para atividades  curriculares, de lazer...

 


 - e culturais: no dia 9 de janeiro recebemos o projeto "Cantautores - músicas e músicos de rua", na pessoa de Caué Matias, o seu criador. 

    Caué Matias, professor e músico, desenvolveu em Lisboa, com o apoio da Direção Geral das Artes,  o levantamento de músicos de rua, com o objetivo de documentar as suas atuações e organizar um concerto final, coletivo, no Centro Cultural Braço de Prata. Pelo meio surgiu a ideia, e a possibilidade, de oferecer aulas de canto e guitarra a 10 alunos de escolas de Marvila. Com esse propósito, Caué esteve nas escolas de Marvila e Damião de Góis. Foram muitos os alunos se mostraram interessados e aguardam pelo resultado. Para dizer a verdade, no momento em que escrevemos estas linhas sabemos que os alunos já foram notificados. Esperamos em breve ver como estão a  decorrer estas aulas.